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ASBIM Recruta: Ponto Focal de Prestação de Contas às Populações Afectadas – AAP (1 Vaga) – Projecto RENASCER
Organização: Associação Salve Bio Moz (ASBIM)
Projecto: RENASCER
Número de vagas: 1
Local de trabalho: Cidade de Pemba, Província de Cabo Delgado
Área de intervenção: Distritos de Quissanga, Ancuabe e Mocímboa da Praia
Objectivo da Função
Promover a responsabilização da ASBIM perante as populações afectadas, assegurando mecanismos acessíveis, inclusivos, confidenciais e seguros de informação, participação, feedback e reclamações, bem como o acompanhamento e a resolução atempada das questões apresentadas pelos beneficiários.
Principais Responsabilidades
1. Implementação de Mecanismos de Prestação de Contas
- Apoiar o desenvolvimento, a implementação e a manutenção do sistema de Prestação de Contas às Populações Afectadas (AAP).
- Estabelecer e divulgar canais acessíveis de feedback e reclamações, incluindo linhas telefónicas, pontos focais comunitários, caixas de reclamações e outros mecanismos adequados ao contexto local.
- Assegurar que os mecanismos sejam acessíveis a mulheres, crianças, pessoas com deficiência, idosos, pessoas deslocadas internamente e outros grupos vulneráveis.
- Garantir que as comunidades conheçam os objectivos do projecto, os critérios de selecção dos beneficiários, os serviços disponíveis e os seus direitos.
- Promover a participação activa das comunidades na identificação de necessidades, planificação, implementação e avaliação das actividades.
2. Gestão de Feedback e Reclamações
- Receber, registar, classificar e encaminhar feedback, sugestões, pedidos de informação e reclamações apresentados pelos beneficiários.
- Manter um registo actualizado das manifestações recebidas, respeitando os princípios de confidencialidade e protecção de dados.
- Acompanhar o encaminhamento das reclamações para os departamentos ou responsáveis competentes.
- Monitorar os prazos de resposta e assegurar que os beneficiários recebam retorno sobre as questões apresentadas, sempre que possível e seguro.
- Identificar reclamações recorrentes e propor medidas correctivas à coordenação do projecto.
- Assegurar que os casos sensíveis sejam tratados por pessoal autorizado, segundo os protocolos institucionais de encaminhamento.
3. Participação e Mobilização Comunitária
- Organizar sessões de sensibilização sobre direitos, critérios de assistência, canais de reclamação e compromissos da ASBIM.
- Trabalhar com líderes comunitários, comités locais, mobilizadores e organizações comunitárias para fortalecer a participação das populações afectadas.
- Promover consultas comunitárias inclusivas e culturalmente adequadas.
- Apoiar a recolha de opiniões das comunidades sobre a qualidade, acessibilidade, relevância e adequação da assistência prestada.
- Garantir que as opiniões dos beneficiários sejam comunicadas às equipas técnicas e consideradas na melhoria das intervenções.
4. Protecção Contra Exploração e Abuso Sexual
- Apoiar a divulgação dos canais seguros de denúncia de exploração e abuso sexual, assédio e outras violações de salvaguarda.
- Garantir que as reclamações sensíveis sejam encaminhadas de forma confidencial e segura, de acordo com os procedimentos de protecção da ASBIM.
- Não realizar investigações independentes nem entrevistas detalhadas sobre casos sensíveis fora das suas competências e formação.
- Assegurar que os sobreviventes sejam tratados com dignidade, respeito e confidencialidade, respeitando os princípios de segurança, consentimento informado e não discriminação.
- Promover a sensibilização das comunidades sobre os comportamentos proibidos e os mecanismos disponíveis para comunicar incidentes.
- Comunicar imediatamente as preocupações de salvaguarda através dos canais institucionais apropriados.
5. Monitoria, Análise e Elaboração de Relatórios
- Manter uma base de dados actualizada sobre feedback e reclamações, com acesso restrito conforme o nível de sensibilidade das informações.
- Produzir relatórios periódicos sobre o número e os tipos de manifestações recebidas, os encaminhamentos efectuados, o estado de resolução e as tendências identificadas.
- Analisar padrões de reclamações para identificar falhas na implementação, riscos de exclusão ou problemas na qualidade dos serviços.
- Apoiar a definição e monitoria de indicadores de AAP.
- Trabalhar em estreita colaboração com a equipa de Monitoria, Avaliação, Prestação de Contas e Aprendizagem (MEAL).
- Contribuir para a documentação de boas práticas, lições aprendidas e recomendações para a melhoria contínua do projecto.
6. Coordenação Interna e Externa
- Trabalhar em coordenação com os Coordenadores de Campo, responsáveis técnicos, equipa MEAL e coordenação do projecto.
- Apoiar a harmonização dos mecanismos de feedback e reclamações com os procedimentos institucionais e as boas práticas humanitárias aplicáveis.
- Facilitar o encaminhamento de casos para os serviços competentes, quando necessário e autorizado.
- Participar em reuniões de coordenação e partilhar tendências relevantes, sem divulgar dados pessoais ou informações sensíveis.
- Contribuir para a integração da prestação de contas nas componentes de segurança alimentar, meios de subsistência, saúde, nutrição, WASH e protecção.
Requisitos e Qualificações
Os candidatos deverão reunir os seguintes requisitos:
- Formação superior em Ciências Sociais, Psicologia, Sociologia, Desenvolvimento Comunitário, Serviço Social, Gestão de Projectos, Direitos Humanos ou áreas afins.
- Experiência profissional relevante em mobilização comunitária, prestação de contas, protecção, assistência humanitária, desenvolvimento comunitário ou monitoria de projectos.
- Conhecimentos de mecanismos de feedback e reclamações e de participação comunitária.
- Conhecimentos dos princípios humanitários, protecção, igualdade de género e inclusão social.
- Capacidade de comunicação com diferentes grupos comunitários e de gestão responsável de informações.
- Competências de recolha, organização, análise e apresentação de dados.
- Conhecimentos de informática, particularmente Microsoft Word e Excel.
- Domínio da língua portuguesa, falada e escrita.
- Conhecimento das línguas locais de Cabo Delgado constitui uma vantagem.
- Disponibilidade para deslocações regulares aos distritos de implementação do projecto.
Experiência e Competências Preferenciais
Constituirão vantagens adicionais:
- Experiência anterior em organizações humanitárias ou ONG.
- Experiência na implementação de mecanismos de reclamações e feedback comunitário.
- Conhecimento dos princípios de AAP, CwC e RCCE, quando aplicáveis.
- Formação em PSEA, salvaguarda, protecção infantil ou protecção baseada na comunidade.
- Conhecimentos de protecção de dados pessoais e gestão segura de informações sensíveis.
- Experiência na utilização de ferramentas digitais de recolha e gestão de dados, incluindo KoboToolbox.
- Capacidade de facilitar reuniões, sessões de sensibilização e consultas comunitárias.
O/A candidato/a ideal deverá demonstrar integridade, imparcialidade, empatia, discrição, capacidade de escuta activa, resolução de problemas e compromisso com os direitos e a dignidade das populações afectadas.
Local de Trabalho
Cidade de Pemba, com deslocações regulares aos distritos de Quissanga, Ancuabe e Mocímboa da Praia. O/A profissional deverá ter disponibilidade para trabalhar em comunidades rurais e em contextos de emergência humanitária, respeitando os procedimentos de segurança e as orientações operacionais da ASBIM.
Documentos de Candidatura
Os interessados deverão apresentar os seguintes documentos:
- Carta de motivação dirigida à ASBIM.
- Curriculum Vitae actualizado, com contactos telefónicos e endereço electrónico.
- Cópias dos certificados académicos e profissionais relevantes.
- Contactos de pelo menos duas referências profissionais.
Submissão das Candidaturas
Assunto do e-mail: Candidatura – Ponto Focal de Prestação de Contas (AAP) – Projecto RENASCER
Prazo de submissão: 30 de Outubro de 2026
Apenas os candidatos pré-seleccionados serão contactados para as etapas seguintes do processo de recrutamento.
Igualdade de Oportunidades e Salvaguarda
A ASBIM promove a igualdade de oportunidades e incentiva a candidatura de pessoas qualificadas, incluindo mulheres e pessoas com deficiência.
A organização mantém uma política de tolerância zero relativamente à exploração e abuso sexual, assédio, discriminação, fraude e outras formas de abuso. O/A profissional seleccionado/a deverá cumprir o código de conduta, as políticas institucionais de salvaguarda e os procedimentos de protecção de dados da organização.